Sigiloso alarido
(Robério Pereira Barreto)

No silêncio, há bramidos afiados
Que num simples toque,
Ferem-me mortalmente
A frágil alma.

O alarido sigiloso
Da minha solidão
Vaza-me e me
E arranca do peito
As últimas gotas de razão.

Secretamente recolho-me
No insignificante submundo
No qual sou forçado a existir,
Ante tão elevado desprezo,
Que dedicas ao meu lamento.

Triste, sinto-me só
E vejo que
Saída outra não há
Se não lhe esperar.

10 de junho de 2007, 20º

Midi:everybody_loves_somebody

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