Desabafo
(Robério Pereira Barreto)

Na intimidade sombria do meu espírito
introspecto há um vazio latente,
não obstante as lutas e o conflito
internos que ocupam toda extensão do ser,
pois é nessa ocasião quero tê-la onde estiver.

Entretanto, me das apenas esperanças
ao invadir meu casto universo,
fazendo-me venera-la como o séqüito
de uma rainha má que lança seu povo ao deserto.

É nesse desprezo que me encontro,
então descubro que mesmo estando ao longe,
bem além do infinito,
experimento a alegria de tê-la por perto
a cada pulsar do coração desconexo.

E com isso vejo que a sua onipresença
Torna meu existir uma missão, cuja
Missão é adorá-la como se fosse uma sentença
Para a eternidade, tornando-me um louco
Que busca na sua introspecção encontrar
Um alguém cuja beleza é maior que as ondas
Em manhã de resseca, nas quais está revolta do mar.

Tangará da Serra – MT, 07 de agosto de 2006, 22h56’
Robério Pereira Barreto
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