Bocas famintas
 (Ilka Bosse)

Conheça-me, e saberás:
Quantas vezes meu coração
Pede por justiça
Amargurado...
Esquecendo o próprio ideal
Sonhos?
Evaporam e se vão
Sufocados pela cobiça
Saem em retirada
Nos braços fortes!
Do vendaval...

Quantas vezes
Cerco-me da solidão
Dividindo imaginárias
Migalhas de pão
Em bocas perdidas
Mãos estendidas
Coração dilacerado...
Sonho inacabado!

Quantas vezes
Vejo-me derrotada
Em minha sensação
Com o olhar fixo...
No trinco do portão...
Novamente!
Vai-se a esperança...
Muito além
Do longínquo horizonte
Onde a vista não alcança.

Quantas vezes
Sinto...
Amarrotada lágrima
Rasgar meu semblante
Banhando meu SER
Consciente e ciente
Do saber e o poder
De pedir PERDÃO!
Perdão pela ausência
Ausência do PÃO
Em BOCAS FAMINTAS
VIDAS...
Quase extintas.

Autora: Ilka Bosse
Bailarina das Letras
Do Livro: UM RIO DE LETRAS III
Direitos Autorais Reservados
>>> Ilka.bosse@terra.com.br <<<
 

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