Águas das tardes de março
(Robério Pereira Barreto)

Era solstício de Primavera
E você descendo do infinito gritando
E soltando gemidos como um menino
Que brinca com megafone de polícia
E com uma lanterna do pai ilumina a imensidão da tarde
Que em trevas derrete-se em lágrimas torrenciais.

Entretanto, sua magia é tão radiosa,
Pertence ao panteão das deusas olímpicas
E por isso faz dessa tarde um rio de saudades
No qual seu ser escorre entre as flores que
Timidamente resistem às suas lágrimas.

(...)

Oh, minha Deusa!
Estou aqui quero lhe encontrar
Mas são tantas lágrimas que caem do céu
Que tenho medo de afogar-me nelas,
Deixando a com ciúmes.

Nessas procelas de março
Vou resistir à espera do espaço
Que nos conduza à alegria
De uma simples e molhado abraço.
 

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